“Zélia era minha comadre”, diz João Ubaldo Ribeiro


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Terra/Heliana Frazão - O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro compareceu ao velório da escritora Zélia Gattai, na manhã deste domingo, em Salvador. Abalado, ele lamentou a perda da colega da Academia Brasileira de Letras (ABL). “Ela era minha comadre, viúva do meu compadre (o escritor Jorge Amado).

A centenária matriarca da família Velloso, Dona Canô, foi outra a demonstrar pesar pela morte de Zélia. “Ficamos amigas por causa de Jorge Amado. Zélia era muito agradável e atenciosa. Era amiga mesmo, e quando me via fazia questão de ficar junto de mim. Considerava muito ela e os filhos. Mas ela descansou do sofrimento, que para mim é pior que a morte”, declarou Dona Cano, que este ano completa 101 anos.

No final da tarde deste domingo, o corpo de Zélia Gattai será cremado. As cinzas serão depositadas aos pés da mesma mangueira onde a escritora, há sete anos, colocou as cinzas do marido, o escritor Jorge Amado (1912-2001), na famosa casa de úmero 33, na Rua Alagoinhas, onde viveram por cerca de 40 anos.

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