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UOL/Ansa - O escritor uruguaio Mario Benedetti, de 87 anos de idade, trabalha diariamente em seu novo livro de poemas, “Biografia pra Encontrarme”, que espera terminar este ano, enquanto se recupera dos problemas de saúde que teve em janeiro. “Está quase terminada (a nova obra), há 66 poemas no momento”, disse hoje à ANSA o secretário pessoal do escritor, Ariel Silva.
Benedetti “está bem, recuperando-se pouco a pouco e voltando à rotina, caminhando pela casa” e recebendo visitas de “pessoas próximas”, acrescentou Silva. Mas, segundo o secretário, o que faz melhor ao escritor “é trabalhar, escrever, corrigir”.
Nascido em 1920 em Paso de Los Toros, no Estado uruguaio de Tocurembó, Benedetti é um dos escritores mais queridos de seu país e entre suas obras mais famosas estão “Gracias por el Fuego” e “La Tregua”. Autor de mais de 80 livros de poemas, novelas, relatos e ensaios, além de roteiros de cinema, o escritor obteve prêmios internacionais como o Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana e o Ibero-americano José Martí.
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Terra/BBC Brasil - A escritora Doris Lessing disse que ganhar o prêmio Nobel de Literatura no ano passado tem sido um “desastre”. Em uma entrevista ao programa Front Row da Radio 4 da BBC, Lessing disse que, com o interesse cada vez maior da mídia, tem sido quase impossível escrever um livro inteiro.
“Só o que eu faço é dar entrevistas e passar o tempo todo sendo fotografada”, afirmou. Lessing, 88 anos, disse que provavelmente irá desistir de escrever romances de uma vez por todas. O mais recente livro da escritora leva o título de Alfred and Emily, descrito em parte como uma memória de ficção. “Parou, eu não tenho mais energia”, disse Lessing se referindo ao ato de escrever.
“É por isso que eu digo aos mais jovens: não imaginem que vá durar prá sempre. Aproveitem agora, porque depois passa, vai embora que nem água no ralo”, afirmou.
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Minha mãe
(Vinicius de Moraes)

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Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora. Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fonte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.
Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme. Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão. que o estudo adormeceu
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu
Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me chama
Que eu estou com muito medo, minha mãe.
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O escritor Tom Wolfe esteve ontem na Argentina. Ele participou de palestra durante abertura da Feira Internacional de Livros de Buenos Aires. Leia alguns trechos da conversa:
“Estamos em um período no qual o romance rapidamente está morrendo, está se suicidando. Os jovens escritores dos Estados Unidos tentaram copiar Jorge Luis Borges, mas não eram Borges”.
“Os poetas devem sair de seus quartos e averiguar o que há de diferente no mundo, porque assim vão encontrar coisas que nunca pensavam que poderiam ver. A não ser que saiam e as vejam, nunca as conhecerão. Os detalhes se encontram quando um se submerge na vida do outro.”
“Nossas vidas estão cruzadas por nossas psicologias e pelo contexto social. As duas coisas são extremamente importantes”.
“O jornalismo não vai morrer, embora as pessoas só leiam informações pela internet, onde as notas devem ser mais curtas. Temos meios de comunicação elétricos há mais de 160 anos, desde o telégrafo até a internet. Mas todas as idéias importantes que mudaram os rumos surgiram da palavra impressa”.
“Há muitas revistas que acham que o Novo Jornalismo - que incorpora elementos da literatura - ocupa muito espaço, além de ser muito caro”.
“Não há uma técnica para a crônica, mas sim uma atitude. Não se aprende a ser cronista em uma escola de jornalismo. Todos temos uma compulsão pela informação. E um cronista tem que estar disposto a abordar qualquer assunto”.
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O Dia/Terra - Depois de amargar um 10º lugar em 2008 falando sobre o centenário do frevo, a Mangueira promete dar a volta por cima fazendo uma homenagem ao povo brasileiro em 2009. Para isso, a verde-e-rosa levará para a avenida o enredo A Mangueira traz os brasis do Brasil mostrando a formação do povo brasileiro, inspirado no livro O Povo Brasileiro, a formação e o sentido do Brasil, do antropólogo Darcy Ribeiro.
No enredo, a Mangueira lembrará a importância do branco europeu, do índio e do negro no desenvolvimento do país e falará de temas como segregação, preconceito, urbanização e favelas. Elaborado pelo Conselho de Carnaval da escola, o tema será desenvolvido pelo carnavalesco Roberto Szanieski e até o momento não conta com patrocínio. Mais aqui.
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G1/France Press - A viúva de John Lennon, Yoko Ono, e uma associação de colecionadores que disputa com ela os direitos autorais sobre imagens do ex-Beatle fumando maconha e compondo concordaram em não divulgá-las até que a questão seja resolvida por uma corte de Boston.
Os representantes de Yoko Ono e da World Wide Video, o consórcio de colecionadores de objetos ligados aos Beatles, tiveram uma reunião preliminar hoje para acertar um calendário. A primeira audiência será dia 21 de maio. Yoko Ono está sendo processada porque quer impedir a divulgação das imagens.
Entre outros momentos, as imagens mostram Lennon, morto em 1980, fumando maconha, especulando sobre a idéia de pôr LSD no chá do então presidente Richard Nixon e compondo temas como “Remember”, ou “Mind games”.
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Roosevelt Cassio/Folha Imagem
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Folha Online - Neta do escritor Monteiro Lobato, Joyce Campos Kornbluh, 78, fala sobre o peso do parentesco do criador de Narizinho, Emília e toda a turma do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”. “Eu me sinto contente, porque ele continua vivo“, afirma. No entanto, ela gosta de ponderar que Lobato, antes de tudo, foi nada mais, nada menos que seu avô. “Meu avô era um avô maravilhoso, como o seu, como são os avós de todo mundo“, afirmou a neta de Monteiro Lobato. “Até o meu avô morrer, eu não havia me dado conta de que ele era o Monteiro Lobato, fui conhecer a literatura dele depois, pois até aí, ele era ainda meu avô“, disse Kornbluh, que tinha 18 anos quando Lobato morreu.
“No velório dele, quando vieram retirá-lo de casa para expô-lo, eu tive uma crise de nervos. Eu não entendia a razão daquilo, porque tiravam meu avô da gente para todas aquelas pessoas o verem“, afirmou a neta do escritor. Mãe e já avó, Kornbluh brinca com a idade. “Quando dizem para as crianças que vão conhecer a neta de Monteiro Lobato, elas esperam uma menininha. Aí eu chego e vejo as caras de decepção, então eu sempre digo que sou a avó de Monteiro Lobato, aí elas reagem. Não sei porque me apresentam como a neta para as crianças“, afirmou Kornbluh.
Kornbluh chegou a dar depoimentos para a confecção do livro “Juca e Joyce - As Memórias da Neta de Monteiro Lobato”. No entanto, ela não se arriscou a ser escritora. “Eu não posso escrever nada por causa do meu avô, talvez, quando eu morrer e vocês encontrarem meus caderninhos, publiquem alguma coisa. Mas, desde pequena, meus professores de português exigiram muito de mim, quando se tem um escritor na família é inevitável a comparação e a dificuldade“, afirmou Kornbluh, que confessou se sentir tolhida a escrever.
Sobre a pressão do parentesco, ela disse acreditar que isto parou nela. “Bisneta já é muito distante, já não tem nem o nome“, afirmou, em relação a sua filha. Ouça o arquivo de áudio no site da Folha Online.
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b) Poesias,
1. Podem concorrer quaisquer pessoas, desde que os textos inscritos sejam em língua portuguesa. Os trabalhos não precisam ser inéditos e a temática é livre.
2. As inscrições se encerram no dia 19 de maio de 2008. Os trabalhos enviados após esta data não serão considerados para efeito do concurso, e, assim como os demais, não serão devolvidos. Para tanto será considerada a data de postagem (correio e internet).
3. O limite de cada CONTO é de até 6 (seis) páginas e o de cada POESIA é de 2 (duas) páginas. Os textos devem ser redigidos em folha A4, corpo 12, espaço 1,5 (entrelinhas) e fonte Times ou Arial.
4. As inscrições podem ser realizadas por correio ou pela internet da forma seguinte:
a) Via postal (correio): os trabalhos podem ser enviados em papel, CD ou disquete 3 ½ para Guemanisse Editora e Eventos Ltda. CAIXA POSTAL 92.659 - CEP 25.953-970 - Teresópolis – RJ;
b) Internet: os trabalhos devem ser enviados, em arquivo Word, para os e-mails editora@guemanisse.com.br ou guemanisse@globo.com
5. Tanto os CONTOS quanto as POESIAS devem ser remetidos em 1 (uma) via, devendo, em folha (ou arquivo) separada, conter os seguintes dados do concorrente:
nome completo / nome artístico, com o qual assina a obra;
categoria a que concorre / data de nascimento / profissão
endereço (com CEP) / e endereço eletrônico (e-mail).
6. Cada concorrente pode realizar quantas inscrições desejar.
7. Para a categoria CONTOS, o valor de cada inscrição é de R$ 20,00 (vinte reais), podendo o autor inscrever até 2 (dois) textos por inscrição. Para a categoria POESIAS, o valor de cada inscrição é de R$ 20,00 (vinte reais) podendo o autor inscrever até 2 (dois) textos por inscrição. Os valores devem ser depositados em favor de GUEMANISSE EDITORA E EVENTOS LTDA, na Caixa Econômica Federal, Agência 2264, Oper. 003 Conta Corrente Nº 451-7 ou no BRADESCO, Agência 2801-0, Conta Corrente Nº 8582–0.
8. Os comprovantes de depósito (nos quais os concorrentes escreverão o nome) devem ser remetidos para Guemanisse Editora e Eventos Ltda. pelo correio, pela internet (escaneados) ou para o fax (0XX – 21) 2643-5418 (lembramos que os moradores da Cidade do Rio de Janeiro devem discar o código de área). Nenhum valor de inscrição será devolvido.
9. Os resultados serão divulgados pelo nosso site www.guemanisse.com.br pela mídia e individualmente (por e-mail) a todos os participantes, no dia 21 de julho de 2008.
10. Cada Comissão Julgadora será composta por 3 (três) nomes ligados à literatura e com reconhecida capacidade artístico-cultural. Ambas as Comissões podem conceder menções honrosas ou especiais.
11. As decisões das Comissões Julgadoras são irrecorríveis.
12. Para cada Categoria (Contos e Poesias), a premiação será nos seguintes valores:
a) Premiação em dinheiro:
1º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) e publicação do texto em livro;
2º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais) e publicação do texto em livro;
3º lugar: R$ 1.000,00 (mil reais) e publicação do texto em livro.
b) Premiação de publicação em livro:
Os textos premiados, inclusive os que forem agraciados com menção honrosa, serão publicados em livro (sem ônus para seus autores, inclusive de remessa postal) e cada um destes autores receberá dez exemplares, em troca do que cedem os direitos autorais apenas para esta edição específica que não poderá ultrapassar a tiragem de 2.000 (dois mil) exemplares. Os exemplares restantes desta edição serão preferencialmente distribuídos por bibliotecas e escolas públicas.
13. A inscrição no presente concurso implica na aceitação plena deste regulamento.
Mais informações
http://www.guemanisse.com.br/
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